Ser humano também pode transmitir doenças aos pets
Dog and cat under a plaid. Pet warms under a blanket in cold autumn weather

Ser humano também pode transmitir doenças aos pets

No inverno, casos tendem a aumentar e, se não cuidados, podem levar o animal à morte

Com a chegada do inverno, a atenção deve ser redobrada com os pets, principalmente com as doenças que têm maiores probabilidades de serem transmitidas nesta época do ano. Em certos casos, o próprio ser humano acaba transmitindo vírus ao animal, podendo levá-lo à morte.

De acordo com o médico veterinário, Adelmo Guilhoto Miguel, que atua na área clínica e cirurgia de cães, gatos e animais silvestres na Clínica Espaço Veterinário, a gripe é uma das doenças que pode ser passada pelo homem aos pets, e geralmente as taxas de óbito ao animal são próximas de 100%. Já nas aves, ele cita a clamidiose como o principal problema com a chegada das baixas temperaturas.

De forma geral, Adelmo explica que as doenças respiratórias estão no topo da lista, especialmente as virais, quando o assunto é inverno. “Infelizmente, a cinomose, parvovirose entre os cães, o vírus da rinotraqueíte infecciosa entre os gatos, ainda é uma realidade em nossa região e, no inverno, a procura para tratamento aumenta muito”, ressalta.

Por isso, alguns sinais respiratórios, como tosse, secreção nasal e ocular e febre, devem ser considerados como alerta, assim como falta de apetite, sonolência e letargia exagerada nos répteis, que podem ser provocadas pelo frio. “É importante que os tutores mantenham o ambiente dos répteis aquecido para que o metabolismo deles não prejudique a digestão dos alimentos. Eles dependem muito da temperatura ambiental e por isso são muito sensíveis. Ao contrário das chinchilas, que adoram o frio e se sentem muito bem nesta estação”, pondera.

Adelmo reforça, ainda, que a maioria das doenças do inverno tem potencial para levar o animal a óbito. “Devemos ter atenção e corrigir as falhas ambientais de temperatura e umidade, atualizar as vacinas quando disponíveis para a espécie e realizar um trabalho preventivo sob a supervisão do médico veterinário para evitar que isso aconteça.”

Já os banhos neste período devem passar por uma avaliação, levando em conta o animal e o ambiente. “No caso de cães e gatos, não vejo problemas desde que o banho seja em um lugar fechado e o pet tenha a pelagem bem seca com toalha e secador. No caso das aves, recomendo não banhar, porque demoram mais para secar e, por fatores estressantes e fisiológicos, não devemos utilizar água quente e secador após o banho. Para os répteis, como jabutis, serpentes e lagartos, o banho de imersão em água quente é benéfico e muito recomendado, pois auxilia na saúde geral do pet durante o inverno e mantém a umidade da pele e o metabolismo em níveis ideais”, aconselha Adelmo.

Ele também chama a atenção para os pets idosos, que respondem de forma mais lenta às doenças e possuem um período de recuperação mais prolongado. “Cuidados como roupinhas e cobertores para mamíferos, abrigos e lâmpadas de aquecimento para aves e répteis são essenciais. No caso das doenças articulares, o auxílio de um médico veterinário para avaliar o problema e instituir um tratamento seguro é sempre o melhor caminho”, esclarece.

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